Eu nunca consegui compreender esse prazer masoquista que me atrai a você. Mas eu tenho um incessante desejo por tudo isso; Eu gosto dos calafrios e medo de caminhar em corda bamba, eugosto de dominar o fogo com as mãos, eu gosto de ver as paredes caírem enquanto tudo está em chamas, eu gosto de morar dentro escombros, eu gosto apreciar os cortes enquanto sangram, Eu gosto da dor de suas palavras cuspidas como fogo a me atingir, eu gosto de caminhar dispersa por entre membros mutilados. Mas eu gosto mesmo do infindável tormento que me causas. Meu ego masoquista escravo infindável do meu devaneio clama por ti.
E aquele pseudo-mocinho inconformado e vingativo que mora dentro de você, ainda na procura continua pelo vilão cruel que prendeu-nos nesta masmorra e ateou fogo… Só há um pequeno problema, o mesmo que você ainda não se deu conta: Não há vilão algum. Só eu e você. Fomos atingidos por inteiro, somos vitimas e escravos do nosso próprio pecado.
Você seria meu escárnio veneno letal sob o qual eu deleitava-me em grandes doses do mesmo sofria overdoses, tetava reabilitar-me, e logo após tão pouco entregava-me a ti novamente, devorando-te.
E eu seria aquele pequeno pontinho em meio a tantos que sofrem, sou aquele pontinho que chora baixinho detrás da porta rezando para que fique, pedindo perdão a Deus por toda essa ganância em ter-te e principalmente por todo o mal, toda a carnificina que causo a mim mesma.
Ananda Albuquerque
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